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2008 - Ano VI

 

O ano de 2008, começa de forma diferente, pois 2007 foi um ano mágico. Um ano de conquista, afirmação e reconhecimento.

 

Conquista, pois conquistamos novos horizontes, se em 200 Pradopólis nos recebeu de braços abertos em 2008 Guatapará-SP, nos abriu seus braços e todo amor de uma cidade para nos receber e aplaudir no sábado que antecede ao domingo de ramos. Pra lá levamos muito mais do que dois ônibus e alguns carros com mais de 100 atores e figurantes, equipamentos, levamos uma certeza de amor e fé. Assim realizamos com a graça de Deus pelo segundo ano consecutivo duas apresentações da paixão de cristo, ampliando horizonte e levando nosso sonho de evangelizar a mais e mais pessoas.

 

Afirmação, afinal já se passou os cinco primeiros anos de nossa luta de amor e fé, de nosso sonho real, que agora caminha a grandes passos para levar a vida, a morte e a ressurreição eterna de Jesus em nossos corações e vidas.  Esta afirmação nos trouxe mais apoio, mídia e que culminou em uma Lei municipal fazendo da encenação da Paixão de Cristo parte do calendário cultural da cidade de campinas.

 

O Reconhecimento, era o que nos faltava e ele veio com o convite feito pelo Arcebispo de Campinas, Dom Bruno Gamberini, para que a CSITA, participa-se da encenação da vida de Jesus, na escola de cadetes do exercito, a apresentação foi em conjunto com a Cia de teatro da paixão de cristo de pedreira, foram 3 dias de apresentação, e dois meses com seus domingos sacrificados em ensaios, mas o resultado foi considerado muito bom, com ganho de experiência e muitos novos amigos, em especial o Major Marcio e o diretor de pedreira, Fred, e seus atores, como curiosidades nesta ocasião ficaram marcadas as regras rígidas do exército, como por exemplo o uso de bermudas que não era permitido, e que o major tinha o trabalho de ficar remediando caso a caso, assim como também tinha sempre um pelotão de soldados a disposição para qualquer eventualidade, outro fato foi a explosão de uma bomba ninja como teste mal sucedido no camarim, o que deu uma boa confusão, inclusive envolvendo uma correria dos soldados da guarda

 

No ano de 2008 tivemos ainda a rara oportunidade de ser a única apresentação oficial da Paixão de Cristo na cidade de Campinas-SP. Fato que gerou convite da EPTV Campinas (filiada a Rede Globo) para encenar as chamadas do seu telejornal para a semana santa.

 

Como em todos os anos 2008 não é diferente, festas, torneios, rifas, doações, venda de camisetas, pasteis e churrasquinhos, mas principalmente com a União da equipe cada dia maior.

 

2008 se inicia com o palco instalado em novo local, no mesmo recinto mas numa posição diferente, foi deslocado, para o lado oposto aos anos anteriores, isso gerou um pouco mais de trabalho por parte da organização no deslocamento dos materiais cenográficos, o resultado compensou, também foi mais difícil a questão da energia elétrica, mas graças ao profissionalismo do eletricista Flavio isso foi resolvido, embora tenha ficado com receio dos policiais militares de plantão, temendo ter a atenção chamada por estar trabalhando com energia da Igreja, mas no poste da rede publica.

 

A encenação da Paixão de Cristo entrava no 6º ano e queríamos ir além, inovar e sempre preciso pra trazer uma nova visão, uma nova emoção e pensando em fazer algo novo e diferente, que descemos do palco, isto mesmo literalmente descemos do palco e subimos o morro, aproveitando-se da realocação do palco foram criadas as cenas mais emocionantes da encenação de paixão de cristo em 2008. Pela primeira vez as cenas se realizariam fora do palco, a uma razoável distância, causando apreensão e dificuldades para o controle de luz, som, musica e filmagem.

 

Jesus desce o palco após ser condenado e leva sua cruz pelo calvário no meio da multidão, sob o morro e lá em cima é crucificado sob olhar emocionado de muitas pessoas.  Daí segue a cena que talvez seja a mais emocionante até hoje em todos os 08 anos de encenações da Paixão de Cristo, o corpo de Jesus é tirado da cruz, colocado em uma rede vazada e vem sendo carregado pelos discípulos, trocando de mão, um a um leva o corpo de Jesus até o palco para repousar no colo de Maria que aos prantos recebe o corpo do filho amado. É nítido os olhares emocionados de publico e atores, ao verem a cena se realizando, muitas pessoas tentam se aproximar do caminho por onde passaria o corpo para poder tocar e olhar de perto a magia da vida, morte e ressurreição de Cristo.

 

Por fim a cada ano parece que uma nova provação nos mostra a força de Deus. Após uma manhã de sol e uma tarde nublada, quando o narrador sob o palco para a abertura oficial do teatro, começam a cair fortes pingos de chuva, iniciando um corre-corre do publico e da coordenação, neste mesmo instante muitos integrantes do teatro e colaboradores começam a rezar pois a chuva naquele momento impediria a realização da encenação. Foram momentos de medo, duvida e principalmente muita fé. Fé que para nós fez com que a chuva não viesse, a apresentação terminou, todos os materiais, roupas, e equipamentos  utilizados na encenação foram guardados e como se isto fosse esperado, assim que todos entraram no carro para ir pra casa veio a chuva, e choveu por toda noite até o amanhecer.

 

Para nós que vivemos e vivenciamos estes momentos, tivemos nosso coração mais uma vez cheio de fé, obrigado a cada pessoa que viu, ouviu, participou e se emocionou junto com a gente na paixão de Cristo no ano de 2008.

 

 

  

 

Números, Dados e curiosidades para 2008:

 

Cenas: 28

 

Musicas: 41

 

Duração: 1:30h

 

Atores envolvidos: 64

 

Figurantes: Aproximadamente 30 pessoas

 

Bastidores: 40 pessoas

 

Custo: Aproximadamente R$ 11.400,00

 

Publico: acima de 8000 pessoas.

 

 

Pontos Principais:

·         Crucificação no alto do morro.

·         Cenas realizadas no meio do povo

·         Mudança do local do palco

·         Ressurreição no alto do guindaste.

 

 

Curiosidades:

 

·         Nas filmagens aparecia um crucifixo na rampa, enquanto muitos achavam que se tratava de uma promessa ou um milagre, a coordenadora Alessandra ria, na realidade era a espada com que Pedro decepa a orelha do guarda, que foi retirada em seguida pela mesma.

 

·         Jesus (Alexandre Magalhães) em sua primeira cena, frente á Caifas, teve uma costela fraturada, seu sofrimento foi aumentado, pois em todo o decorrer da peça teve de encenar, apanhar e ser crucificado com este flagelo a mais.  

 

·         Como o ator que representa Jesus estava com suas madeixas curtas, foi programada uma sessão com uma cabeleireira para inserir um aplique, esta sessão teve a duração de 6 horas, exercitando a paciência do ator ao extremo, alem da dor que ele alega ter sentido, ainda foi motivo de muito sarro a aparência a lá Chitãozinho e Xororó, resultante do processo.

 

·         O guindaste que enguiçou Jesus para a ressurreição teve um problema e não funcionou, sendo que na ultima hora, quando já se planejava uma forma diferente de fazer a ressurreição o mesmo veio a  funcionar abrilhantando ainda mais o encerramento da encenação.


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